Tema Principal – Ensinamento
No centro de formoso jardim existia um lago formoso cheio de plantas aquáticas.
Viviam no lago, de modo despreocupado e preguiçoso, um cardume que possuía um Rei.
Existia, contudo, um peixinho vermelho, que não conseguia caçar larvas ou sequer refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros peixes, vorazes e gordos, abocanhavam todas as presas e ocupavam displicentemente todas as tocas destinadas ao repouso. Para eles o peixinho não fazia parte da comunidade, que nadasse e sofresse, por conta própria.
Diante de tantos sofrimentos, o peixinho vermelho resolve investigar as regiões da moradia e descobre um pequeno canal de saída do lago, que conduzia ao mundo exterior. Embriagado com a descoberta, nadou pelo pequeno canal, cheio de flores e banhado pelo Sol, até atingir um grande rio.
Na nova habitação conheceu várias famílias de peixe, das quais recebeu diversos ensinamentos e conselhos para adotar na nova vida, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e para lhe descortinar um roteiro mais fácil.
Habituado a uma vida extremamente simples e de alimentação frugal, conseguiu se adaptar rapidamente a nova vida, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.
Levado pelo espírito de pesquisa resolve se aventurar no mar, ébrio de novidades e sedento de estudos.
Fascinado pela paixão de observar, aproxima-se demasiadamente de uma baleia, que o engole. Em apuros, rodeado de extrema escuridão, o peixinho roga então ao Deus dos Peixes. Milagrosamente se encontra livre do ventre da baleia.
Agradecido ao Deus dos Peixes, torna-se mais prudente e precavido, procurando de agora em diante somente as companhias mais agradáveis e sem perigos, evitando as tentações fáceis.
Feliz com a nova oportunidade de vida, passa a perceber as infinitas maravilhas que a vida apresentava ao seu redor, inclusive conhecendo mais peixinhos, estudiosos e felizes como ele.
Contudo, após enebriar-se de felicidades, e mudar para o Palácio de Corais, fica sabendo que somente no mar as criaturas de sua espécie possuíam total segurança de vida, pois mesmo que ocorresse uma grande estiagem na Terra, sempre haveria águas no oceano.
O peixinho após muito pensar, resolve por compaixão e amor, regressar ao lar de sua infância, para dedicar-se a obra do progresso e a salvação daqueles peixes preguiçosos. Não seria justo regressar e revelar-lhes as verdades sobre uma nova vida? Não seria justo orienta-los e salvar-lhes de grandes perigos?
Regressando, contudo, após relatar os detalhes das suas viagens e das maravilhas do novo mundo, além de chamar a atenção dos perigos que a comunidade corria, é terrivelmente ridicularizado e maltratado pelo Rei dos Peixes e antigos companheiros, que além de não acreditarem em suas palavras, afirmam-lhe que a vida existia somente neste lago, o qual era o Centro do Universo, que estavam em completa segurança e com alimentação farta para a vida toda.
Extremamente desiludido, e antes que fosse devorado por algum dos peixes irritados com as suas verdades, o peixinho vermelho retorna ao seu Palácio de Corais.
Pouco tempo após a sua partida, inicia-se uma grande estiagem, com redução substancial nos níveis das águas de rios e riachos, de modo que a água do lago se acaba, levando à morte aos peixes preguiçosos e pachorrentos, atolados na lama.
Conclusões
- Existem os “Peixes Humanos” que sorriem e passam, entre a mordacidade e a indiferença, felicitando-se com “Tocas Passageiras” ou alimentando-se com “Larvas Temporárias”, estacionando deliberadamente na sua evolução espiritual;
- Alguns inclusive esperam um Paraíso gratuito e ocioso, com milagroso deslumbramento após a morte do corpo físico; outros acreditam no “Nada Absoluto”, como se fossem “dormir pela eternidade” após a desencarnação; alguns contudo, apesar de instruídos e com pleno conhecimento das Leis Divinas, teimam em permanecer como o “Homem Velho”, não querendo e não admitindo a necessidade de uma “Real Reforma Íntima”;
- Finalizando, de acordo com o Divino Pastor Jesus: A cada um será dado de acordo com as suas próprias obras.
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