Evolução Planetária

I – Introdução

A Mentora Razira, que também faz parte dos 72 Guardiões da Corrente da Avalanche Egípcia para a Cura dos Males da Alma, em sua Mensagem canalizada em 16.05.2020, e publicada por este Blog, afirma que a Criação Divina está muito longe dos olhos físicos dos humanos, os quais estão presos à Terceira Dimensão.

O Universo não é habitado somente pelos Astros em suas múltiplas Dimensões. Estrelas e Planetas coexistem ao lado de Criações Divinas que emanam a Luz da Criação, onde Jesus e o Criador estão em “Ligação Total” com vários dos nossos Irmãos Intergalácticos, de elevado nível espiritual, oriundos de outras Galáxias e Sistemas Planetários, que estão ajudando na distribuição do Amor para toda a Humanidade, nesta dura fase da Transição Planetária, na qual a Terra passará de Planeta de Dores e Expiação para Planeta de Regeneração, além de ajudarem na Colonização de “Novos Orbes Físicos” que estão sendo preparados para os Espíritos que serão degradaddos do Planeta Terra, como afirma o Profeta Zacarias em 13:8 e 9.

Nesta nova Carta Mensagem da Mentora Kaliamirra, de 09.06.2021, no Anexo V, são comentadas as principais características que todo “Ser” precisa ter para evoluir conforme determinação cósmica das Leis Divinas na respectiva Evolução Planetária. Para os Espíritos que serão degradados da Terra e enviados para outros Mundos Físicos, de níveis bem inferiores ao da Terra atualmente, este novo caminhar espiritual será pelas “Trevas do Recomeço”, de acordo com as suas respectivas “Dívidas Cármicas”.

II – Considerações de André Luiz Sobre a Evolução Planetária

No Livro “Evolução em Dois Mundos”, no Cap.3, André Luiz afirma que:

Pimórdios da Vida

Procurando fixar ideias seguras acerca do Corpo Espiritual, será preciso remontarmos, de algum modo, aos primórdios da vida na Terra, quando mal cessavam as convulsões telúricas, pelas quais os Ministros Angélicos da Sabedoria Divina (Devas ou Orixás ou Anjos), com a supervisão do Cristo de Deus, lançaram os fundamentos da vida no corpo ciclópico do Planeta.

A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as “Sementes da Vida” e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva. Dessa “Geléia Cósmica”, verte o “Princípio Inteligente”, em suas primeiras manifestações.

Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos Operários Espirituais que lhes magnetizam os valores, permutando-os entre si, sob a ação do calor interno e do frio exterior, as “Mônadas Celestes” exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído.

Séculos de atividade silenciosa perpassam, sucessivos.

Nascimento do Reino Vegetal

Aparecem os “Vírus” e, com eles, surge o campo primacial da existência, formado por nucleoproteínas e globulinas, oferecendo clima adequado aos “Princípios Inteligentes” ou “Mônadas Fundamentais”, que se destacam da substância viva, por centros microscópicos de força positiva, estimulando a divisão cariocinética. Evidenciam-se, desde então, as Bactérias rudimentares, cujas espécies se perderam nos alicerces profundos da evolução, lavrando os minerais na construção do solo, dividindo-se por raças e grupos numerosos, plasmando, pela reprodução assexuada, as células primevas, que se responsabilizariam pelas eclosões do Reino Vegetal em seu início.

Milênios e milênios chegam e passam.

Formação das Algas

Sustentado pelos recursos da vida que na Bactéria e na célula se constituem do líquido protoplásmico, o “Princípio Inteligente” nutre-se agora na clorofila, que revela um átomo de magnésio em cada molécula, precedendo a constituição do sangue de que se alimentará no Reino Animal.

O tempo age sem pressa, em vagarosa movimentação no berço da Humanidade, e aparecem as algas nadadoras, quase invisíveis, com as suas caudas flexuosas, circulando no corpo das águas, vestidas em membranas celulósicas, e mantendo-se à custa de resíduos minerais, dotadas de extrema motilidade e sensibilidade, como formas monocelulares em que a Mônada já evoluída se ergue a estágio superior.

Dos Artrópodos aos Dromedários e Anfíbios

Mais tarde, assinalamos o ingresso da Mônada, a que nos referimos, nos domínios dos artrópodos, de exosqueleto quitinoso, cujo sangue diferenciado acusa um átomo de cobre em sua estrutura molecular, para, em seguida, surpreendê-la, guindada à condição de crisálida da consciência, no Reino dos Animais superiores, em cujo sangue — condensação das forças que alimentam o veículo da inteligência no império da Alma — detém a hemoglobina por pigmento básico, demonstrando o parentesco inalienável das individuações do espírito, nas mutações da forma que atende ao progresso incessante da Criação Divina.

Das cristalizações atômicas e dos minerais, dos Vírus e do Protoplasma, das Bactérias e das Amebas, das algas e dos vegetais do período pré-câmbrico aos fetos e às licopodiáceas, aos trilobites e cistídeos aos cefalópodes, foraminíferos e radiolários dos terrenos silurianos, o princípio espiritual atingiu espongiários e celentcrados da era paleozóica, esboçando a estrutura esquelética.

Elos Desconhecidos da Evolução

Compreendendo-se, porém, que o “Princípio Divino” aportou na Terra, emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o Arquétipo a que se destina, qual a bolota de carvalho encerrando em si a árvore veneranda que será de futuro, não podemos circunscrever-lhe a experiência ao Plano Físico simplesmente considerado, porquanto, através do nascimento e morte da forma, sofre constantes modificações nos dois planos em que se manifesta, razão pela qual variados elos da evolução fogem à pesquisa dos naturalistas, por representarem estágios da consciência fragmentária fora do campo carnal propriamente dito, nas Regiões Extrafísicas, em que essa mesma consciência incompleta prossegue elaborando o seu veículo sutil, então classificado como “Protoforma Humana”, correspondente ao grau evolutivo em que se encontra.

Nota 1

As expressões “Plano Físico” e “Plano Extrafísico”, largamente usadas nestas páginas, foram utilizadas à falta de termos mais precisos que designem as Esferas de Evolução para os Espíritos encarnados e desencarnados, pertencentes ao “habitat” planetário.

Evolução no Tempo

É assim que dos organismos monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o “Ser” viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do Plano Superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o “Molde Mental” que traz consigo, dentro das Leis de Ação, Reação e Renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o Auxílio das Potências Sublimes que lhe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos do mundo íntimo, fixando-os na tessitura da própria Alma.

Contudo, para alcançar a “Idade da Razão”, com o título de” Homem (Padrão Adâmico), dotado de raciocínio e discernimento, o “Ser”, automatizado em seus impulsos, na romagem para o Reino Angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época quaternária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos → entendendo-se que a Civilização aludida floresceu há mais ou menos duzentos mil anos, preparando o Homem, com a bênção do Cristo, para a responsabilidade, somos induzidos a reconhecer o caráter recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a automatizar na constituição fisio-psicossomática do Espírito Humano as “Aquisições Morais” que lhe habilitarão a consciência terrestre a mais amplo degrau de ascensão à Consciência Cósmica.

Evolução e Princípios Cosmocinéticos

Os dias da Criação, assinaladas nos livros de Moisés, equivalem a épocas imensas no tempo e no espaço, porque o corpo espiritual que modela o corpo físico e o corpo físico que representa o corpo espiritual constituem a obra de séculos numerosos, pacientemente elaborada em duas esferas diferentes da vida, a se retomarem no berço e no túmulo com a orientação dos Instrutores Divinos que supervisionam a evolução terrestre (vide Cap.4).

Contudo, para alcançar a “Idade da Razão”, com o título de” Homem (Padrão Adâmico), dotado de raciocínio e discernimento, o “Ser”, automatizado em seus impulsos, na romagem para o Reino Angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época quaternária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos → entendendo-se que a Civilização aludida floresceu há mais ou menos duzentos mil anos, preparando o Homem, com a bênção do Cristo, para a responsabilidade, somos induzidos a reconhecer o caráter recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a automatizar na constituição fisio-psicossomática do Espírito Humano as “Aquisições Morais” que lhe habilitarão a consciência terrestre a mais amplo degrau de ascensão à Consciência Cósmica.

Trabalho da Inteligência

Examinando, pois, o fenômeno da reflexão sistemática, gerando o automatismo que assinala a inteligência de todas as ações espontâneas do corpo espiritual, reconhecemos sem dificuldade que a marcha do princípio inteligente para o Reino Humano e que a viagem da consciência humana para o Reino Angélico simbolizam a expansão multimilenar da criatura de Deus que, por força da Lei Divina, deve merecer, com o trabalho de si mesma, a auréola da imortalidade em pleno Céu (vide Cap.4).

Nota 2

Esta Nota se refere a Transição Planetária da Terra de Mundo de Dores e Expiação para Mundo de Regeneração, com consequente mudança da Terceira Dimensão para a Quinta Dimensão.

É um Resumo da Palestra de Haroldo Dutra Dias sobre o Tema “Apocalipse”, na Federação Espírita do Paraná em 2011, baseado em uma entrevista de Chico Xavier, e obviamente Emmanuel, para a Revista da Legião da Boa Vontade em 1954.

  • Chico afirmou que a Terra possui Ciclos Planetários de 28.000 anos;
  • Afirmou que após duas Raças bem primitivas, que existiram logo após o degelo da Terra, viveram:
    • De 81.000 a 53.000 AC a Raça Lemuriana
    • De 53.000 a 25.000 AC a Raça Atlântida
  • Que os Degradados de Capela chegaram em 25.000 AC → divide este período em quatro subperíodos de 7.000 anos: De 25.000 a 18.000 AC período de Aperfeiçoamento e Burilamento; de 18.000 a 11.000 AC retorno de uma parte destes degredados para Capela; de 11.000 a 4.000 AC retorno da segunda turma para Capela e construção das Pirâmides; de 4000 AC a 3.000 DC, última chance para aqueles que tomaram “Bomba de Ano” → o Livro dos Espíritos confirma que o Projeto Adâmico, relativo a próxima Raça Humana, a qual será muito mais evoluída que todas as anteriores conforme confirma Kardec em “Obras Póstumas”, se iniciou em 4.000 AC;
  • Que a partir de 3.000 DC toda a Terra será habitada por este “Novos Homens”, já totalmente adaptados para viverem na Quinta Dimensão no Mundo de Regeneração → com Espíritos vindos de Mundos Superiores para ocuparem o lugar dos “Colonos Degradados da Terra”, inclusive;
  • Subdividindo-se o período de 0 a 3.000 DC, como se fosse em horas, tem-se as seguintes correlações com os anos desta subdivisão:
    • Dia anterior a Transição Planetária
      • 0 hs – Ismael e a previsão do início do Projeto do Consolador Prometido – ano de 1832
      • 18:00 hs – ano de 1922
      • 24:00 hs – ano de 2012 – início da Transição Planetária
    • Dia posterior àTransição Planetária
      • 03:00 hs – ano de 2057 – madrugada
      • 06:00 hs – ano de 2102 – raiar do dia

Dados Complementares

Nota 3 – Evolução Espiritual

A vida do Espírito percorre, analogamente, as mesmas fases da vida corporal. Para passar da Infância Espírita para uma fase mais madura, precisa percorrer vários Mundos Físicos, que correspondem à várias Escolas de Aperfeiçoamento e Burilamento, para de Série em Série, de Grau em Grau, até atingir um desenvolvimento completo.

Deste modo o progresso do Espírito se compõe de uma série de Reencarnações, em vários Mundos Físicos, para o aumento do conhecimento e da instrução. Contudo, podem existir Encarnações nas quais o Espírito não aproveita as oportunidades recebidas de Deus e estaciona. Na maioria destes casos, após muitas Reencarnações, este Espírito estacionário é transferido para Mundos Inferiores correspondente aos Nível Espiritual nos qual se encontra.

Até que se consiga atingir o nível dos Espíritos Puros, o Progresso Espiritual deve ser constante, através da Moralidade e da Ciência como um todo. À medida que progride no seu atual nível evolutivo, as provas necessárias para a sua evolução no Mundo Físico, tornam-se mais curtas e suaves.

O Espírito jamais retroage, porém nas várias Reencarnações naquele dado nível Espiritual, a romagem física pode variar, de acordo com a necessidade da sua evolução.

Os Espíritos somente evoluem ao suportarem o Aprendizado e o Burilamento na Vida Corpórea. Analogamente, a vida corporal é semelhante a um cadinho depurador, que funciona como um filtro das várias provas sucessivas em diferentes Reencarnações.

A infância do Espírito é a fase avançada da trajetória embrionária do “Princípio Inteligente”, que evolui na matéria inerte, promovendo a vida física, de modo a que o espírito se aperfeiçoe e se burile:

  • Estímulo → primeiros unicelulares
  • Movimento → células amebóides
  • Síntese → vegetais primevos
  • Integração → organismos complexos
  • Mobilidade → espécies marinhas
  • Vida aquática → anfíbios
  • Vida na superfície da Terra → réptil
  • Equilíbrio → voo das aves
  • Instinto → animais
  • Percepção → primatas
  • Inteligência → hominídeos
  • Infância Espiritual → homem primitivo
  • Forte → oportunidade de trabalhar
  • Saudável → momento de progredir
  • Doente → ocasião para desenvolver a paciência
  • Feio → ocasião para fugir do assédio
  • Belo → para teste de resistência
  • Deformado →marca de erros de vidas passadas
  • Paralítico → defesa oportuna
  • Insano → reflexo de desequilíbrio
  • Deficiente → necessidade de reajuste a longo prazo

O trajeto da evolução do “Princípio Inteligente” desde a “Evolução Embrionária” até o atingir o despertar da inteligência na Infância Espiritual leva bilhões de anos → A Natureza mostra que a Lei do Progresso é constante e inexorável. Quem progrediu não retrocede e quem não avançou, um dia, irá se adiantar. Esta Lei é a mesma para a Evolução Espiritual, de modo que o “Espírito Bom” não volta a ser “Menos Bom”, assim como aquele que estaciona na Turbulência do Mal, vai com atraso, alcançar a Serenidade do Bem → O Corpo Físico é transitório. Contudo, é necessário ao Espírito, pois apesar de ser no Mundo Espiritual que se recebe as lições para o crescimento íntimo, é no Mundo Físico, que se mostra o real aprendizado (vide “Livro dos Espíritos”- Allan Kardec, IDE, 1974 e “Vivendo a Doutrina Espírita”- André Luiz e Baduy Filho, IDE, 2015) .

II – Considerações de André Luiz Sobre a Evolução Planetária

No Livro “O Consolador”, Emmanuel afirma que:

P78 – A Zoologia é também objeto de atenção dos Planos Espirituais?

Sem dúvida, também a Zoologia merece o zelo da esfera invisível, mas é indispensável considerarmos a utilidade de uma advertência aos homens, convidando-os a examinar detidamente os seus laços de parentesco com os animais, dentro das linhas evolutivas, sendo justo que procurem colocar os seres inferiores da vida planetária sob o seu cuidado amigo. Os Reinos da Natureza, aliás, são o campo de operação e trabalho dos homens, sendo razoável considerá-los mais sob a sua responsabilidade direta que propriamente dos Espíritos, razão por que responderão perante as Leis Divinas pelo que fizerem, em consciência, com os patrimônios da natureza terrestre.

P79 – Como interpretar nosso parentesco com os animais?

Considerando que eles igualmente possuem diante do tempo um porvir de fecundas realizações, através de numerosas experiências chegarão, um dia, ao chamado Reino Hominal, como, por nossa vez, alcançaremos, no escoar dos milênios, a situação de angelitude. A escala do progresso é sublime e infinita. No quadro exíguo dos vossos conhecimentos, busquemos uma figura que nos convoque ao sentimento de solidariedade e de amor que deve imperar em todos os departamentos da natureza visível e invisível.

O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O Anjo é uma Divindade.

Busquemos reconhecer a infinidade de laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da Fraternidade Universal.

P86 – Tendo sido a Terra formada pelo Poder Divino, porque passou o planeta por tantas etapas evolutivas, muitas das quais duraram milhões de anos?

No infinito do Universo, a evolução do princípio espiritual tem de escapar a todas as vossas limitações de tempo e de espaço, na tábua dos valores terrestres. As aquisições de cada indivíduo resultam da lei do esforço próprio no caminho ilimitado da criação, destacando-se daí as mais diversas posições evolutivas das criaturas e compreendendo-se que tempo e espaço são laboratórios divinos, onde todos os princípios da vida são submetidos às experiências do aperfeiçoamento, de modo que cada um deva a si mesmo todas as realizações, no dia de aquisição dos mais altos valores da vida.

P87 – De onde foram tirados os elementos para a formação da Terra?

Sabemos que a aglutinação molecular, bem como o motor transcendente do mundo, obedeceu ao sopro gerador da vida, oriundo do Todo Poderoso, e lançado sobre o infinito da criação universal. Contudo, achamo-nos ainda na situação do aluno que encontrou a escola já edificada, cabendo-nos louvar e buscar, pelo trabalho e pelo aperfeiçoamento, o seu Divino Autor.

No Livro “A Caminho da Luz”, Emmanuel afirma que:

As Formas Intermediárias da Natureza

A atmosfera está ainda saturada de umidade e vapores, e a terra sólida está coberta de lodo e pântanos inimagináveis. Todavia, as derradeiras convulsões interiores do orbe localizam os calores centrais do planeta, restringindo a zona das influências telúricas necessárias à manutenção da vida animal. Esses fenômenos geológicos estabelecem os contornos geográficos do globo, delineando os continentes e fixando a posição dos oceanos, surgindo, desse modo, as grandes extensões de terra firme, aptas a receber as sementes prolíficas da vida.

Os primeiros crustáceos terrestres são um prolongamento dos crustáceos marinhos. Seguindo-lhes as pegadas, aparecem os batráquios, que trocam as águas pelas regiões lodosas e firmes. Nessa fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetação luxuriante, prodigiosa, de cujas florestas opulentas e desmesuradas as minas carboníferas dos tempos modernos são os petrificados vestígios (vide Cap.II).

Os Ensaios Assombrosos

Nessa altura, os artistas da criação inauguram novos períodos evolutivos, no plano das formas. A Natureza torna-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Após os répteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas. Os trabalhadores do Cristo, como os alquimistas que estudam a combinação das substâncias, na retorta de acuradas observações, analisavam, igualmente, a combinação prodigiosa dos complexos celulares, cuja formação eles próprios haviam delineado, executando, com as suas experiências, uma justa aferição de valores, prevendo todas as possibilidades e necessidades do porvir. Todas as arestas foram eliminadas. Aplainaram-se dificuldades e realizaram-se novas conquistas.

A máquina celular foi aperfeiçoada, no limite do possível, em face das Leis Físicas do Globo. Os tipos adequados à Terra foram consumados em todos os Reinos da Natureza, eliminando-se os frutos teratológicos e estranhos, do laboratório de suas perseverantes experiências. A prova da intervenção das forças espirituais, nesse vasto campo de operações, é que, enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos, conserva até hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos das épocas remotas, que lhe foram posteriores, desapareceram para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo as interessantes reminiscências de suas formas atormentadas (vide Cap.II).

A Grande Transição

Os antropóides das cavernas espalharam-se, então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras em seus tipos diversificados; a realidade, porém, é que as entidades espirituais auxiliaram o homem do sílex, imprimindo-lhe novas expressões biológicas. Extraordinárias experiências foram realizadas pelos mensageiros do invisível. As pesquisas recentes da Ciência sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma espécie de homem bestializado, e outras descobertas interessantes da Paleontologia, quanto ao homem fóssil, são um atestado dos experimentos biológicos a que procederam os prepostos de Jesus, até fixarem no “primata” os característicos aproximados do homem futuro.

Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre afronte dessas criaturas de braços alongados e de pelos densos, até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos, nas “Regiões Siderais” e em certos intervalos de suas reencarnações. Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir. Uma transformação visceral verificara-se na estrutura dos antepassados das raças humanas (vide Cap.II).

Fixação dos Caracteres Raciais

Com o auxílio dos Espíritos degredados da Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela, naquelas eras remotíssimas, as falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas.

A Natureza ainda era, para os trabalhadores da espiritualidade, um campo vasto de experiências infinitas; tanto assim que, se as observações do Mendelismo fossem transferidas àqueles milênios distantes, não se encontraria nenhuma equação definitiva nos seus estudos de Biologia. A moderna Genética não poderia fixar, como hoje, as expressões dos “genes”, porquanto, no laboratório das forças invisíveis, as células ainda sofriam longos processos de acrisolamento, imprimindo-se-lhes elementos de astralidade, consolidando-se-lhes as expressões definitivas, com vistas às organizações do porvir. Se a gênese do planeta se processara com a cooperação dos milênios, a gênese das raças humanas requeria a contribuição do tempo, até que se abandonasse a penosa e longa tarefa da sua fixação (vide Cap.III).

Origem Das Raças Brancas

Aquelas almas aflitas e atormentadas reencarnaram, proporcionalmente, nas regiões mais importantes, onde se haviam localizado as Tribos e Famílias Primitivas, descendentes dos “Primatas”, a que nos referimos ainda há pouco. Com a sua reencarnação no mundo terreno, estabeleciam-se fatores definitivos na história etnológica dos Seres.

Um grande acontecimento se verificara no planeta. É que, com essas Entidades, nasceram no Orbe Terrestre os ascendentes das raças brancas. Em sua maioria, estabeleceram-se na Ásia, de onde atravessaram o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a longínqua Atlântida, de que várias regiões da América guardam assinalados vestígios.

Não obstante as lições recebidas da palavra sábia e mansa do Cristo, os homens brancos olvidaram os seus sagrados compromissos. Grande percentagem daqueles Espíritos rebeldes, com muitas exceções, só puderam voltar ao país da luz e da verdade depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios; outros, porém, infelizes e retrógrados, permanecem ainda na Terra, nos dias que correm, contrariando a regra geral, em virtude do seu elevado passivo de débitos clamorosos, e em razão de não desejarem o aperfeiçoamento e burilamento promovido pelas Leis Divinas do Altíssimo (vide Cap.III).

IV – O Livro dos Espíritos e a Alma dos Animais

No “Livro dos Espíritos”, Allan Kardec – IDE – 1974, os Espíritos afirmam que:

P 597- Pois que os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, haverá neles algum princípio independente da matéria?

Há e que sobrevive ao corpo.

a) Será esse princípio uma alma semelhante à do homem?

– É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus

P 598 – Após a morte, conserva a alma dos animais a sua individualidade e a consciência de si mesma?

– Conserva sua individualidade; quanto à consciência do seu Eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado latente.

P 599 – À alma dos animais é dado escolher a espécie de animal em que encarne?

Não, pois que lhe falta livre-arbítrio.

P 600 – Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar se, depois da morte, num estado de
erraticidade, como a do homem?

Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um Ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais.

A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.

P 601 – Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma Lei Progressiva?

Sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados que os da Terra, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, sendo servidores inteligentes para os homens.

P 603- Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?

Não. Para eles o homem é um Deus, como outrora os Espíritos eram Deuses para o homem.

P 604 – Pois que os animais, mesmo os aperfeiçoados, existentes nos mundos superiores, são sempre inferiores
ao homem, segue-se que Deus criou seres intelectuais perpetuamente destinados à inferioridade, o que parece
em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que todas as suas obras revelam.

a) A inteligência é então uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem?

– É, porém os animais só possuem a inteligência da vida material. No homem, a inteligência proporciona a vida moral.

P 606 – Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a alma de natureza especial de que são dota-
dos?

– Do elemento inteligente universal.

a)Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais?

– Sem dúvida alguma, porém, no homem, passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal.

P 607 – Dissestes na P190 que o estado da alma do homem, na sua origem, corresponde ao estado da infância na
vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e se ensaia para a vida. Onde passa o Espírito essa primeira
fase do seu desenvolvimento?

Numa série de existências que precedem o período a que chamais Humanidade.

V – A Carta Mensagem da Mentora Kaliamirra

V.1 – A Carta Mensagem

Não existiu uma Carta Mensagem, de 09.06.2021, propriamente dita e sim foi transmitida para a Médium, pelo processo de mente a mente, de punho a punho, pela sua Mentora Kaliamirra, um Desenho com Imagens e pequenos Textos.

V.2 – A Visão da Médium

Na Visão que teve, a Médium relata que viu os Guardiões, cujos nomes estão listados na Fig.1, recolhendo uma quantidade de vários tipos de animais aquáticos e os colocando na Pirâmide. Tanto estes animais aquáticos quanto a Pirâmide são de natureza Astral.

Após os procedimentos de armazenamento, os quais não são descritos na Mensagem, são transferidos para a Nave Espacial, mostrada também na Fig.1, a qual ilustra inclusive alguns tipos de Elementais, que estão sendo retirados da Terra para trabalhos na Natureza destes novos Orbes Planetários, que possivelmente estão sendo preparados para receber os Espíritos que serão exilados da Terra.

A Médium foi comunicada que estes animais estavam sendo deslocados para outros Mundos Físicos, que já estão formados, e nos quais a Fauna está em Processo de Desenvolvimento como comentado no Item II pelo Benfeitor André Luiz.

Simbolicamente, simbolicamente repetindo, estes animais, todos do tipo aquático, estão retratados na Fig. 1 pelos números de identificação 12, 13, 2.1 e 2.2.

V.3 – A Explicação dos Desenhos Recebidos Mediunicamente

Fig.1 – Desenho da Mentora Kaliamirra

Significado das Legendas da Fig.1:

  • Data – 09.06.2021
  • 1 – As Arestas da Pirâmide
  • 2 – Nave Espacial
  • 2.1 – Animal do tipo aquático
  • 2.2 – Um outro animal do tipo aquático
  • 2.3 – Seres Elementais com a Chama Azul
  • 2.4 – Equipamento sob controle dos Elementais para a captura dos animais do tipo aquático
  • 2.5 – Aparelho de Comunicação para contato com as Naves do Comando Santa Esmeralda
  • 3 – Fonte de Energia da Chama Rubi → O Raio do Ministério e Serviço. As qualidades de Deus que trazem ao homem a Paz, Ministério e Serviço, Fraternidade e Família, Justiça, Satisfação e Paciência. Uma das Regentes desta Chama é a Mestra Maria Madalena (Mestra Nada).
  • 4.1 – Fonte de Energia da Chama Verde Esmeralda → O Raio da Verdade que Cura. Traz o desenvolvimento do poder de cura através do Terceiro Olho e da Verdade Divina. Este Raio contém as virtudes da Verdade Divina, Cura, Concentração, Consagração. É o Raio da Ciência ou do Conhecimento Concreto. Um dos Regentes desta Chama é o Mestre Hilarion (Apóstolo Paulo)
  • 4.2 – Raios da Chama Verde enviada para a Terra (11)
  • 5 – Portais de 1 a 21- cada Portal está associado ao comando de um Guardião/Guardiã ou Comandante Interplanetário
  • 6 – Chama Azul e Chama Rubi enviadas para a Pirâmide Chama Azul → O Raio da Vontade Divina, do Poder Divino, Coragem, Determinação, Autoconfiança.
  • 7 – Energia da Chama Verde
  • 8 – Energia da Chama Rosa → O Raio do Amor Divino. O servir do Cristo Cósmico no Ensinamento e do Espírito Santo na Purificação, atuando no nível do coração. Uma das Regentes desta Chama é a Mestra Rovena
  • 9 – Energia da Chama Rubi
  • 10 – Energia da Chama Rubi
  • 11 – Planeta Terra e os seus vários Ciclos Evolutivos
  • 12,13 – Animais do tipo aquático colocados na Pirâmide do tipo Astral
  • 14 – Texto: Tudo que todo Ser precisa para se evoluir conforme determinação cósmica → Kaliamirra
  • 15 – Texto: Guardiões em Missão – Kaionan, Kionatan, Akatan, Zartel, Radarti, Kadartus e Zartus, sendo estes três últimos nossos Irmãos Intergalácticos. Os quatro primeiros são membros da Corente da Avalanche Egípcia.

Fig.2 – Ampliação dos Desenhos internos à Nave Espacial

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