Compilação baseada de modo resumido no Cap.175 – Tratamento de Obsessões, no Cap.176 – Na Revelação da Vida e no Cap. 177 – Guardemos a Saúde Mental, Livro: Pão Nosso, Emmanuel e Chico Xavier, FEB,1957 e no Livro: São Francisco de Assis, Miramez e João Nunes Maia, Editora Espírita Cristã Fonte Viva, 1985.
Tema Principal – Cristianismo Primevo
I – As Igrejas dos Três Primeiros Séculos na Visão de Emmanuel
- A Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo Primevo, ou seja, dos três primeiros séculos, não estacionava as ideias redentoras do Divino Mestre Jesus em prataria e resplendores do culto externo. Era viva, cheia de respostas e apelos;
- Os Apóstolos eram íntimos no tratamento das Obsessões complexas. Doutrinavam não somente os Obsessores como também ao Médium Obsidiado, pelo ensino e pelo exemplo;
- Ignorar as manifestações mediúnicas e o socorro que o Divino Mestre Jesus realizava, e que estão registradas pelos Evangelhistas, é no mínimo um exemplo de total ignorância das realidades do mundo espiritual;
- O Cristianismo Primevo sabia da existência de seres espirituais menos evoluídos, que criavam verdadeiras chagas psíquicas naqueles que lhe sofriam as suas influências. Conheciam os métodos e as exigências do trabalho de conversão e elevação que lhes cabiam realizar;
- Porém, com o tempo, a própria Igreja criada sob o beneplácito e supervisão do Estado Romano, aliado aos Dogmas absurdos criados pelos próprios homens, transvestidos e autodenominados de Sacerdotes, geralmente da alta classe econômica e política, originários das cortes dos Reis e dos Imperadores, constituiam o Alto Clero, que não tinham nenhum compromisso com o Evangelho de Jesus e com os menos favorecidos, acabaram por abafar o serviço edificante no tratamentos e curas das Obsessões. Deve-se observar que no período da Inquisição, tanto o Médium Curador quanto o Obsidiado eram candidatos a fogueira e/ou as torturas de níveis bárbaros e desumanos;
- As primeiras Comunidades dos Cristãos Primevos, dos três primeiros séculos principalmente, não cultivavam os serviços de socorro e atendimento sobre bases cristalizadas e inflexíveis. Agiam com ordem, hierarquia e disciplina, distribuindo os bens espirituais de acordo com a capacidade receptiva de cada membro da Comunidade Cristã.
- Atuavam de modo ativo, e totalmente desinteressado de quaisquer tipos de ajuda ou contribuição monetária, pois todos tinham as suas obrigações diurnas para a própria sobrevivência, como Paulo, o Apóstolo dos Gentios;
- Atualmente, tal como no passado não muito distante, as Escolas Dogmáticas continuarão a alinhar artigos de fé inoperantes e sem sentido espiritual, congelando as ideias sobre a verdadeira vida, que é a Espiritual, em absurdas afirmações;
- O Cristianismo Primevo, de elevado senso mediúnico, também conhecia que a morte do corpo não levava o Espírito para o Jardim de Delícias Celestiais e sim que o Espirito permanecia com os mesmos vícios, paixões, virtudes e defeitos que possuíam no corpo físico.
II – Considerações de Miramez sobre a Igreja na Época das Cruzadas e da Inquisição
- Para a descida de Jesus, de Maria de Nazaré e dos Apóstolos, ao planeta Terra, foi necessário a retirada de dois bilhões de Espíritos recalcitrantes no mal, cujas raias de animalização atingia os limites do inimaginável;
- Estes irmãos atrasados foram reunidos em uma Colônia Espiritual denominada de Cruzada devido ao formato em forma de Cruz. Estes mesmos Espíritos encarnados na Terra, dominaram elevados postos na Igreja Católica e foram os responsáveis pelas Cruzadas, pela Inquisição e pelos Tribunais do Santo Oficio encarregados de punir com penas severíssimas aos considerados Hereges. Alimentavam o ódio e o prazer da vingança, e ao retornarem a Terra planejavam incendiá-la. Pelas profecias do Evangelista, seriam soltos por mil anos;
- Segundo Miramez, Deus não coloca Anjos para castigar e sim utiliza estes próprios Espíritos erráticos para se auto- corrigirem e se auto-aperfeiçoarem, o que foi feito pelas Cruzadas e pela Inquisição. Ao desencarnarem, de um modo geral por meios violentos, eram trazidos imediatamente para uma nova reencarnação expiatórias de dores e sofrimentos;
- A França de Kardec, foi o palco inicial onde as Trevas iniciaram, pelo Papa Urbano II, o processo das Cruzadas. No século seguinte, estes mesmos Espíritos denegridos instituíram a Inquisição, para continuar a dominação e a gerar um banho de sangue entre os homens. – O Papa Urbano II e o Frade Dominicano Torquemada são os principais nomes destes períodos de Trevas da Idade Média;
- No Livro: Libertação, de André Luiz e Chico Xavier, FEB, 1949, é descrito o resgaste, e o ínicio de reencarnação para futuras provas expiatórias, do Papa Gregório IX, um dos continuadores da Inquisição, que ficou comandando um verdadeiro batalhão de Espíritos trevosos por setecentos anos;
- Francisco de Assis e Domingos de Gusmão, acompanhados de uma verdadeira legião de Espíritos redimidos, vieram com o objetivo de combater estes carmas coletivos e reviver o Evangelho, pela prática aplicada ao dia a dia, em toda a sua pureza original;
- Miramez comenta que das Cruzadas e da Inquisição até os nossos dias atuais serão mil anos que estes tipos de Espíritos estarão atuando na Terra. Que após este tempo, os que permaneceram no erro serão transferidos para outros planetas compatíveis com os seus níveis de evolução. Contudo, para aqueles que se converteram para a senda do Bem, continuarão após a Transição Planetária na Terra, para usufruírem da paz e do amor que reinarão;
- Miramez cita que a Escravidão, no Brasil, foi um braço da Inquisição já bastante atenuada, para o aprendizado da humidade por parte dos Espíritos ainda endurecidos, principalmente no Orgulho;
- A Terra está fechando um ciclo Espiritual, no qual será efetuado uma rigorosa seleção das Almas, inclusive com a transferência para outros planetas;
- Para esta Pátria está designado um papel de Luz para as outras Nações, após a limpeza das escórias humanas existentes, para que o Amor seja a força motriz dos herdeiros da Terra. No leme destes acontecimentos para a humanidade está o Divino Mestre Jesus, presidindo o destino de cada um.
III – Considerações de João Evangelhista sobre a Igreja dos Bispos Romanos
- A Ordem do Mestre, Cap. 15, Livro: Crônicas de Além-Túmulo, Humberto de Campos e Chico Xavier, FEB, 19 1937, Humberto de Campos descreve a reunião havida aproximadamente em 1830, entre o Apóstolo João Evangelista, que uma das suas encarnações foi São Francisco de Assis, e que se mostrava como em sua época de jovem nas águas do Tiberíades, com Jesus;
- Jesus estava preparando o início do Projeto do Consolador para a Terra com Kardec. João relata que os Bispos Romanos, pela sua estrutura rigorosa e disciplina quase que militar, dominam as mentes dos homens com seus Dogmas e Credos, que se distanciam e desviam dos verdadeiros ensinos ministrados no Evangelho. Relata que o progresso espiritual da humanidade, devido a isto, está muito atrasado. Comenta ainda que são donos de imensas riquezas e palácios, os quais o próprio Mestre nunca pisou os pés, e que são verdadeiros depósitos de ferrugem e de traças;
- Na Reforma do Conselho Ecumênico de Nicéia, promovido pelo Imperador Constantino em 325, foram tantas os desvios que não mais se entenderam quanto as interpretações dos textos evangélicos.
IV – Algumas Datas Importantes relativas a Igreja dos Bispos Romanos
- No ano 313 o Imperador Constantino, através do Edito de Milão, garante a liberdade de culto aos Cristãos. Os cristãos que se reuniam em pequenas comunidades para as orações e práticas de atendimento aos encarnados e desencarnados como afirmado textualmente pelo Benfeitor Emmanuel no Cap.175 – Tratamento das Obsessões – Livro: Pão Nosso, foram obrigados a aceitar o domínio dos Bispos Romanos pertencentes a alta elite ligada as cortes romanas;
- Constantino ainda em 325 patrocina o Concílio de Niceia, que provoca graves distorções nos ensinamentos do Evangelho de Jesus, como Joao Evangelista cita no Item III;
- Ainda no século IV, em 391, o Imperador Teodósio adota o Cristianismo como a Religião oficial do Império;
- Com todas estas atuações do Império, os Papas, Cardeais e Bispos passaram a ser nomeados por Imperadores e Reis, de modo que a Aristocracia ligada a estas cortes assumem estes principais postos na Igreja, provocando um afastamento dos ensinos e práticas ensinados pelos primeiros Cristãos contemporâneos dos Apóstolos. A riqueza, o fausto pelos diversos tipos de poder, pela fascinação e pelo orgulho, além da falta de moralidade por parte dos altos dirigentes da Igreja, levam-na a se afastar cada vez mais da verdadeira Doutrina Evangélicas. Esta classe Aristocrática da Igreja era denominada de Alto Clero.
- Após anos deste tipo de abuso, em 1075, o Papa Gregório VII pública um Édito que proibia a nomeação para altos cargos da Igreja por Reis e Imperadores, sendo que somente o Papa é que podia nomear. Gregório VII chega a excomungar o Imperador Henrique IV, do Sacro Império Romano- Germânico, que não aceita estas determinações;
- Na estrutura do poder da Igreja Católica Romana, como o próprio nome já indica a origem e a dominação dos Bispos Romanos, para manter o poder a qualquer custo, recorre a alianças com Reis e Imperadores, os quais por sua vez passam a indicar Bispos e Cardeais para o Alto Clero das Igrejas das terras sob seus respectivos domínios. O Baixo Clero, constituídos por padres e monges, oriundos das camadas mais simples e pobres da população, não influenciam nos destinos da Igreja.
- O nome Católica vem do Grego Katholikos que significa Universal;
- 1054 – Cisma da Igreja em Igreja Cristã Ortodoxa, com sede em Constantinopla e Igreja Católica Apóstólica Romana com sede em Roma;
- 1095 – Início das Cruzadas com o Papa Urbano II (durou até 1270 com milhares de mortes);
- 1194 – Surgimento da Inquisição (durou até 1799 com milhares de mortes e mutilações);
- 1303 – Cisma na Igreja Católica Apostólica Romana, com brigas pelo poder entre o Imperador Francês Felipe, o Belo, e o Papa de Roma;
- 1417 – Concílio de Constança para a reunificação da Igreja Romana;
- Séculos XII e XIII surgem movimentos (Albigenses e Valdenses) contra a ambição insaciável da Igreja por mais riquezas e poder político, além do afastamento dos princípios Evangelho. Foram perseguidos e mortos pela Igreja dos Bispos Romanos;
- 1213 – Surge os Tribunais do Santo Ofício para o início dos trabalhos da Inquisição, que matou e mutilou milhares de pessoas em nome da Igreja Romana;
- Século XIV – surgem movimentos mais organizados, iniciados por professores como John Wyclif – Oxford e John Russ – Universidade de Praga;
- Século XV – Surge o Protestantismo com Martinho Lutero contra a venda das Indulgências e dos Terrenos no Céu, moralização do comportamento do Alto Clero e dos Costumes da Igreja, além de não aceitar a intermediação dos clérigos entre os homens e Deus- Movimento dos Protestantes que rompe com relações com a Igreja Romana;
- Século XIV – Surge o Calvinismo de João Calvino, movimento que também provoca um rompimento com a Igreja Romana;
- Séculos XIV a XVI a Europa passa por um movimento de valorizar a cultura Grega-Romana, além de colocar o homem como centro de atenção e a dissociar o estudo científico do lado religioso. Isto significou uma ruptura com os valores praticados na Idade Média, dominado pelas teorias e dogmas da Igreja;
- A Idade Média ficou conhecida como a Idade das Trevas para a humanidade, principalmente pela atuação e influência despótica da Igreja em todos os campos do pensamento humano. A nova fase, que começa a partir do Século XIV ficou conhecida como Renascimento, por quebrar todos os paradigmas existentes na Idade Média nos campos das Artes, Ciências e Filosofias.
- Com os movimentos Protestantes e com o Renascimento, a influência da Igreja dos Bispos Romanos sofre uma tremenda perda de poder e de influência em todos os campos das atividades humanas.
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