Compilação baseada, de modo resumido no Cap. 4 – Moisés, Livro: Os Profetas – J.J.Moutinho, FEB, 2009; em pesquisas na Wikipedia; no Livro: A Caminho da Luz, Emmanuel e Chico Xavier, FEB, 1939; no Cap.45 – A Proibição de Moisés, Livro: Pontos e Contos, FEB, 1958; nos Cap.25 – A Palavra do Morto e no Cap.22 – O Sábio Juiz, Livro: Lázaro Redivivo, FEB, 1945; no Cap.1 – Não Vim Destruir a Lei, Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, FEB, 2008; e no Cap. 41, Parábola do Fermento, Livro: Respiga de Luz, J.J.Moutinho, FEB, 2010.
Tema Principal – Apóstolos / Profetas / Enviados Especiais
I – Introdução
Moisés que foi um Profeta, Médium e Legislador Hebreu, viveu a aproximadamente 1250 AC. Escreveu o Pentateuco Hebreu, um conjunto de cinco Livros. O nome Pentateuco vem do grego, “os cinco rolos”. Compõe os cinco primeiros livros da Bíblia Católica. Entre os Judeus é denominado de Torá, uma palavra da língua Hebraica com significado associado ao ensinamento, instrução, ou literalmente Lei, uma referência à primeira secção do Tanakh, os primeiros cinco livros da Bíblia Hebraica, cuja autoria é atribuída a Moisés.
O Gênesis, que é o primeiro livro da Bíblia, narra os acontecimentos, desde a criação do mundo, na perspectiva Judaica, passando pelos Patriarcas Hebreus, até a fixação deste povo no Egito. Gênesis segundo a fé Judaica é o início, é o princípio da criação dos Ceús, da Terra, da Humanidade e de tudo quanto existe vida, de todos os seres. O livro é o primeiro dos cinco livros atribuídos a Moisés.
O segundo Livro mais importante, sob o ponto de vista espiritual é o Deuteronômio, que contém os discursos de Moisés ao povo, no deserto, durante seu êxodo do Egito à Terra Prometida por Deus. O título provém do grego e quer dizer: “Segunda Lei”.
II – A interpretação de João J. Moutinho para o Livro: Gênesis
João J. Moutinho ao analisar o Livro Gênesis, de autoria de Moisés, afirma que os conceitos existentes devem ser admitidos no sentido estritamente simbólico, como a criação do Mundo em seis dias, da criação da Humanidade a partir de Adão e Eva, assim como a história do Paraíso perdido.
Informações colhidas no Wikipedia, considera a idade da Terra em torno de seis bilhões de anos, e que o Homem de Neandertal, considerado por alguns autores como subespécie do Homo sapiens, o homem moderno, compartilha com os humanos atuais 99,7 % do seu DNA. Revela, no entanto, diferenças morfológicas significativas. Prevalece como fóssil do género Homo enquanto habitante remoto da Europa e de territórios da Ásia ocidental há cerca de 350 000 anos AC .
Homo- Sapiens, termo que deriva do latim “homem sábio”, ser humano, ser pessoa, gente ou homem, é a única espécie animal ainda viva do primata bípede do género Homo. A espécie surgiu há cerca de 200 mil anos na região leste da África e adquiriu o comportamento moderno, com o desenvolvimento da inteligência, há cerca de 80 a 50 mil anos AC.
Os membros desta nova espécie têm um cérebro altamente desenvolvido, com inúmeras capacidades como o raciocínio abstrato, a linguagem, a introspecção e a resolução de problemas complexos. Esta capacidade mental, associada a um corpo ereto possibilitou o uso dos braços para manipular objetos, fator que permitiu aos humanos a criação e a utilização de ferramentas para alterar o ambiente à sua volta mais do que qualquer outra espécie de ser vivo.
Ainda do Wikipedia, Consanguinidade é a afinidade por laços de sangue. É o grau de parentesco entre indivíduos com ascendência comum. Pode-se medir o quanto um determinado indivíduo é consanguíneo com outro através da medida chamada “grau de consanguinidade”. A consaguinidade pode causar doenças, pois quando os sangues são semelhantes e isso causa uma alteração no DNA → Portanto considerar que a população da Terra provém de um único casal de habitantes é totalmente contra as Leis da Ciência, isto para não falar das diferentes características típicas de cada raça existente na Terra, e que não existiriam caso realmente fosse verdade, no seu sentido real, e não no sentido figurativo, as afirmações sobre Adão e Eva no Gênesis. Também não se justifica a Terra ter sido feita em seis dias, quando a Ciência prova que foram milhões de anos para a temperatura e as características geográficas de cada continente levarem para se estabilizarem. Os próprios Dinossauros, Tiranossauros, ou seja, os animais préhistóricos sugerem, como afirma Emmanuel, que eram os arcabouços inicias das formas de vidas no planeta, ainda sem a presença dos homens na face da Terra.
J.J.Moutinho afirma que Espíritos expulsos de seus Orbes, verdadeiros Paraísos comparados com a Terra na época da migração, vieram se encarnar na Terra para alavancar o progresso em todos os níveis do Homo Sapiens. A sua maioria veio do Sistema Planetário de Capela, situada na Constelação do Cocheiro. O DNA do homem teve que ser modificado, com consequentemente melhoramento e aperfeiçoamento do corpo Físico e Perispiritual, para que o corpo humano pudesse receber estes espíritos muito mais adiantados em Inteligência e conhecedores das Leis da Matemática, Física, Química, etc, que vieram impulsionar o progresso de seus irmãos terrestres a aproximadamente entre 80 a 50 mil anos atrás.
Moutinho ainda afirma que se em Gênesis 3:19, a palavra Pó pudesse ser substituída por Espírito, este versículo seria: Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes a Terra de que foste tirado (ao seu Planeta de Origem), porque és Espírito Encarnado, e em Espírito Desencarnado te haverás de tornar → Deste modo o Capelino somente retornaria aos mundos de Capela em Espírito após cumprir a sua passagem, para o seu próprio aperfeiçoamento e melhoria, no Planeta Terra → Conclui afirmando que, Gênesis e Capela se confundem na esteira do tempo, com a origem do mundo (primeiros homens inteligentes e conhecedores das Ciências e das Divindades), que devido a migração de seres de outros mundos impulsionando os primitivos habitantes, gerou os conceitos figurativamente e simbolicamente escritos por Moisés no Gênesis.
III – Considerações de Emmanuel sobre os Exilados de Capela no Egito
Emmanuel no Livro: A Caminho da Luz, fornece no Cap.1, A Gênese Planetária e no Cap.2, A Vida Organizada, um escopo básico , também em uma forma figurativa, a evolução da vida e da constituição do Planeta Terra ao longo do tempo.
No Cap.3, As Raças Adâmicas, cita a migração dos Espíritos do Sistema de Capela para a Terra, além de descrever a fixação das características raciais e a formação dos quatro grandes povos.
No Cap.4, A Civilização Egípcia, destaca o papel dos Egípcios para o desenvolvimento espiritual do Planeta. Os Capelinos encarnados no Egito, foram os que possuíam menores dívidas com relação ao Tribunal da Justiça Divina. Foi a civilização que mais se destacou na prática do Bem e na procura da Verdade.
Guardavam no íntimo uma lembrança do Planeta de Origem, nos quais sentiam que possuíam santos afetos, e tinham um forte desejo de retorno. Os seus cultos voltados para a morte do corpo físico eram uma síntese destes desejos de retorno → Os Egípcios traziam uma Ciência que a humanidade daquela época não era capaz de entender. Os conhecimentos mais profundos ficaram restritos aos Sacerdotes mais graduados e em especial, tinham muito cuidado com os círculos de iniciados nestes conhecimentos circunscritos. Estes Sacerdotes de elevada ordem e sabiam da inoportunidade das grandes revelações espirituais às massas naquela fase inicial de desenvolvimento espiritual da humanidade, pois conheciam com base nas informações de seus mentores espirituais a evolução que o planeta Terra deveria realizar.
Nestes círculos esotéricos mais circunscrito conhecia-se a verdade sobre o Senhor do Universo, Pai Universal de todas as criaturas em seus diferentes níveis, encarnados e desencarnados, assim como conheciam os Espíritos que operavam junto a Jesus na execução e implementação das Leis Físicas e Sociais na Terra → Criaram então a ideia Politeísta dos Deuses, senhores da Terra, do Céu e da Natureza → As massas, que eram constituídas em sua maioria absoluta pelos Espíritos Primitivos do Homo-Sapiens da própria Terra, requeriam estes ensinamentos sob forma simbólica → As massas sempre exigiram este tipo de Politeísmo simbólico nas festividades relativas aos cultos exteriores.
Enquanto presos ao Planeta Terra, os Capelinos degradados procuravam viver no Bem para morrer Bem, visto a sua preocupação constante com a morte → Criaram a Teoria da Metempsicose, visto que julgavam os corpos físicos, nos quais tinham que encarnar na Terra, como inferiores aos seus corpos físicos nos mundos de Capela → Isto era para eles uma tremenda humilhação, visto que traziam as lembranças do pretérito no seu exílio espiritual → Conheciam o destino e a comunicação com os mortos, além das pluralidades das existências e dos diversos mundos dos diferentes sistemas planetários → Os primeiros Faraós eram dotados de elevados conhecimentos espirituais e se preocupavam com o desenvolvimento e bem-estar do povo com um todo.
A grande maioria, após poucas centenas de anos regressa aos planos do Sistema de Capela, contudo alguns preferiram continuar ao lado do Divino Mestre Jesus na sua tarefa de elevação e renovação da futura humanidade terrestre.
Akhenaton foi um faraó da XVIII Dinastia Egípcia, que governou por 16 anos, de 1352 a 1336 A.C, e tentou implantar no Egito o culto a um Deus único, caracterizando uma Religião Monoteísta. Foi a primeira tentativa na história da humanidade da adoção de um Deus único, de nome Aton, representado por um disco solar, visto que este Deus Supremo, um Criador Onipotente, se manifestaria à luz do Sol. O faraó idealizava a formação de uma religião universalista, privilegiando em seu reinado o culto monoteísta pelo Deus Aton → Moisés somente conseguiria este feito aproximadamente em 1250 AC.
IV – Moisés
O povo Hebreu, remanescente dos degradados de Capela, constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalteradas os seus caracteres através de todas as mutações. Devido a se acharem com uma pseudo superioridade espiritual não se relacionavam bem com os demais povos da Terra naquela época → Apesar de cultuarem um Deus único, continuam até hoje a esperar um Messias chegar dos Céus em um carro cercado de Glórias e escoltado pelos seus Anjos, que conferiria a Israel o domínio sobre as demais raças da Terra.
Moisés, como filho de Termútis, princesa da corte do Faraó, teve acesso aos conhecimentos iniciáticos do antigo Egito → Os Sacerdotes Tebanos, do antigo Egito, conheciam, de modo preciso, as características do corpo espiritual e suas manifestações. Cultivavam a Mediunidade em grau avançado, conversando com seus antepassados e orientadores espirituais de Capela. Aplicavam seus elevados conhecimentos de Magnetismo do Perispírito para a cura de diferentes doenças do corpo humano.
Moisés recebeu de Jesus a missão de decodificar e simplificar as fórmulas iniciáticas, dos sacerdotes egípcios com relação ao plano espiritual, para uma maior compreensão por parte das massas. Deste modo conseguiu rasgar a cortina que velava sobre elevados conhecimentos espirituais, porém de modo ainda filtrado, para o conhecimento popular e não mais dos fechados círculos iniciáticos egípcios.
Instituiu a Páscoa, que na sua época, retrava a lembrança da saída do povo de Israel da escravidão no Egito.
Recebeu as Tábuas com os Dez Mandamentos, base para a implantação do Monoteísmo e da Religião Cósmica no mundo, de modo que perante o Pai e Eterno Criador, o homem deve respeitar os direitos do seu próximo para que também seja respeitado, reconhecendo que através da solidariedade são irmãos e filhos de um mesmo Pai.
Além de ser um Médium de elevado grau, foi o primeiro Legislador a aplicar os preceitos divinos sobre os direitos sociais da humanidade.
Fez a previsão da vinda do Divino Mestre Jesus ao planeta Terra em Deuteronômio, 18:18.
V – A Proibição de Moisés
Humberto de Campos relata que na época do Êxodo do povo Hebreu, onde viviam no deserto sob o comando de Moisés, o Grande Legislador Hebreu, que a Espiritualidade Superior executou um projeto relativo a Mediunidade. Para tanto escolheu e preparou uma mulher, de uma das doze tribos de Israel, a qual se vestiria de homem, para não despertar paixões e atrapalhar o projeto Mediúnico. O Oráculo se destinava a abrir a mente do povo Hebreu para as realidades do mundo espiritual e cada Hebreu teria o direito de indagar com nobreza e valer-se dos serviços mediúnicos, em caso de necessidades prementes, de modo individual, com o total de tempo dedicado pela Médium, ou Pitonisa como era conhecida na época, para estes casos individuais não mais que 20% do tempo total. Os 80% restantes seriam gastos em benefício coletivo.
Moisés rejubilava-se com a implementação do Projeto Mediúnico. Pensava que o povo seria iluminado por uma Luz Maior e entenderia com mais facilidades as suas explicações sobre os deveres para com o Altíssimo, deixando de ser ingratos e duros de coração. A intervenção da Luz Maior, pensava, abriria novas luzes de entendimento sobre o Decálogo (O Decálogo é a Lei dos dez mandamentos que foram entregues por Jesus ao povo e Israel através de Moisés no Monte de Sinai. O Decálogo foi dado para a formação da nação judaica, ainda em caminho para a Terra Prometida. Os judeus deveriam obedece-lo de geração em geração para sempre. Jesus prometeu que faria da nação judaica uma nação Sacerdotal. Posteriormente vieram as leis suplementares para a formação regular e integral da nova nação).
Após a instalação da Tenda com a Pitonisa, o serviço se iniciou e propagou-se com a velocidade do relâmpago, com o povo reconhecendo as verdades sobre a comunicação com os mortos e divulgando para as demais comunidades hebraicas das regiões circunvizinhas. Até as comunidades Hebraicas do Egito e da Caldéia recebiam estes novos informes.
O movimento tornara-se enorme, assim como os desvios da missão, provocada pelo próprio povo, que não se interessava pelo lado espiritual e sim pelos interesses rasteiros do lado material, como gozar a hora presente, assenhorar-se do patrimônio do vizinho, pilhar terrenos devolutos, conquistar rebanhos indefesos, guerrear com os povos vizinhos, obter fórmulas do Elixir da Juventude, obtenção de favores baratos, etc. O povo procurava se afastar das Leis Divinas, se recusando a levar a Luz Divina às suas comunidades e sim converter o Reino divino em escuro subúrbio das paixões terrestres, além de fugir do trabalho, da elevação, conhecimento e melhoramento para a própria melhoria espiritual.
Diante de tais distorções, os Missionários da Luz deliberaram encerrar as experiências, cortando o fio de conexão com o lado espiritual e desaparecendo com o Oráculo.
Moisés, apavorado com as atitudes do seu povo, decide então escrever o Cap.18, do Deuteronômio, proibindo as consultas aos mortos.
Esta proibição permaneceu valendo até os dias em que o Divino Mestre Jesus inicia o seu Apostolado na Terra, falando e expulsando Espíritos Obsessores, e conversando no Monte Tabor com o Espírito do próprio Moisés, perante o assombro dos Apóstolos.
VI – Outros Casos de Mediunidade Ocorridos no Povo Hebreu
No livro Lázaro Redivivo, Humberto de Campos relata dois casos interessantes de Mediunidade ocorridos no tempo do Rei Salomão e na época do Rei Saul:
– No reinado de Salomão, uma família recebe alguns pergaminhos nos quais se liam mensagens de um de seus ancestrais falecido, psicografadas por uma Pitonisa, que relatava a sua nova vida no mundo dos Espíritos. Os amigos e conhecidos da família, além de alguns membros mais destacados socialmente da própria família do falecido, ao tomarem contato com estes pergaminhos, decidiram consultar a sabedoria do Rei Salomão para conhecerem a veracidade de tais documentos.
O Rei fica então apavorado com esta inesperada solicitação e pede um tempo para estudar e deliberar sobre a Petição. Ao saber desta petição, algumas pessoas do povo resolvem entrar com solicitações análogas para resolver problemas de pendências de testamento, de divisões de heranças e até de paternidades de crianças. O próprio caos se instalara na Corte de Salomão com estas inusitadas petições.
Salomão, após devolver os pergaminhos, esclarecendo para todos os envolvidos nos diferentes petitórios, que a Justiça era um templo sagrado e que não podia constituir-se em órgão de consultas sem interesse fundamental para os homens. Salientou também que a sua sabedoria não conseguia descortinar os mistérios do mundo dos mortos. Que apesar da proibição de Moisés, caso alguma família recebesse alguma comunicação de algum parente falecido, que se analisasse acima de tudo o conteúdo de seu comunicado para saber se devia ser considerado um emissário do Céu ou um emissário do Inferno. Neste último caso deveria ser esquecido para sempre.
– Saul, o primeiro Rei de Israel, sentindo o peso das responsabilidades, face ao advento de uma guerra com um povo inimigo, resolve recorrer ao falecido Profeta Samuel, já falecido, através da Pitonisa de Endor, apesar de saber da proibição de Moisés neste sentido.
Após a Pitonisa entrar em transe mediúnico, eis que Samuel se materializa a frente de Saul e lhe responde a sua pergunta de aconselhamento, falando para retornar ao seu acampamento e renunciar aos seus propósitos de guerra, para não aumentar ainda mais as responsabilidades do povo de Israel face ao Deus Altíssimo. Tal como os filhos de Israel, os filhos dos Filisteus são também filhos do Altíssimo, e todos devem se tratar como irmãos muito amados, evitando a guerra, que se traduz por morte, fome, peste e desolação. Manda Saul retornar e ensinar ao povo Hebreu uma nova vida de paz, de trabalho pacífico e abençoado no solo da Terra.
Saul, em prantos e de joelhos, se recusa a aceitar esta determinação de Samuel. Samuel então lhe diz que por preferir as trevas da ignorância à luz da sabedoria, tanto o próprio Saul pagará com a própria vida assim como muitos de Israel, inclusive os seus filhos.
Samuel retorna então ao plano espiritual e no dia seguinte Saul e seus filhos são mortos na batalha com os Filisteus, retornando pelos caminhos do sepulcro para aprender as sagradas lições da vida.
VII – A Nova Era – Instrução dos Espíritos – Evangelho Segundo o Espiritismo
No Cap.1 – Não Vim Destruir a Lei, do Livro-Evangelho Segundo o Espiritismo, na parte referente as Instruções dos Espíritos, o Espírito de um Hebreu desencarnado, fornece uma explicação da necessidade da fundação do Monoteísmo por Moisés. Moisés teve a missão de fazer conhecido o Pai Altíssimo, não somente junto ao povo Hebreu mas também a outros povos, tão ou mais selvagem ou semi-selvagem, em termos espirituais, quanto os próprios Hebreus na época.
Os Dez Mandamentos contém o gérmen da mais ampla moral cristã, sendo um farol para a Humanidade.
A Moral ensinada à época por Moisés era de acordo com o nível do povo Hebreu nesta época, que variava do selvagem ao semi-selvagem quanto ao nível evolutivo da alma. A Inteligência destes povos a época de Moisés, sob o ponto de vista da matéria, das Artes e das Ciências eram relativamente desenvolvidas, porém eram muito atrasadas sob o ponto de vista espiritual.
O Divino Mestre Jesus foi o iniciador da moral Evangélica Cristã, para renovar o mundo, de modo a que os homens se amem como irmãos e tenham no fundo do coração o Amor, a Caridade e a Solidariedade.
O último passo na evolução espiritual da Terra será efetuado pelo Espiritismo Evangélico, que cumprirá a Lei do Progresso do Todo-Poderoso, para que a Humanidade possa avançar e a Terra tornar-se a moradia de Espíritos mais evoluídos dos que os atuais.
Este Espírito, possivelmente de um Rabino Hebreu pelo nível de conhecimento demonstrado, termina do seguinte modo: No futuro a beleza e a santidade da moral evangélica sensibilizarão fortemente os Espíritos Encarnados, que se dedicarão a uma nova Ciência que lhes abrirá as portas da vida futura na rota da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho, Jesus continou a obra e o Espiritismo a concluirá.
VIII- A Parábola do Fermento
João J. Moutinho, no Cap.41- Parábola do Fermente, do Livro- Respiga de Luz, cita inicialmente a Parábola do Fermento, relatada por Jesus e contida em Mateus 13:33: O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e dividiu em três medidas, até que toda a massa se torne fermentada.
Esta Parábola relaciona as três poções de massa ao Judaísmo, ao Cristianismo e ao Espiritismo. Em termos espirituais representam o alimento espiritual para os homens.
Representa também a religião que se faz necessária, em cada etapa do processo de fermentação espiritual, de fazer a compreensão e a edificação do Reino de Deus nos corações dos homens.
Assim como as duas poções iniciais, através das mãos dos “padeiros (homens)” produziram o Fermento dos Fariseus, deve-se tomar muito cuidado com a terceira parte da massa para que não seja contaminada também com este tipo de Fermento, acima de tudo pelos conceitos errôneos que muitos dos “padeiros” que trabalham na massa da terceira poção vêm de outras searas religiosas.
IX – Os Dez Mandamentos na Visão de André Luiz
Convenção
Texto Original de Moisés
Seguido pelo Texto de André Luiz
Eu sou o Senhor, teu Deus. Não terás outros Deuses e nem farás cópias de suas imagens, assim como não os adorarás e nem lhes prestarás cultos.
Consagra Amor Supremo ao Pai Amoroso e Misericordioso, Pai de Bondade Eterna, reconhecendo-o como fonte de tua própria origem divina. Previna-te contra os enganos do Antropomorfismo, porque padronizar os atributos divinos pelos conceitos humanos é cair em perigosas armadilhas da vaidade e do orgulho.
Não pronunciar em vão o nome do Senhor, teu Deus.
Abstém-te de envolver o Julgamento Divino na estreiteza dos teus julgamentos.
Lembra-te de santificar o dia de sábado.
Recorda o impositivo da meditação em teu favor e em benefício daqueles que te atendem na esfera de trabalho, para que possas assimilar com segurança os valores da experiência.
Honrai Pai e Mãe, para serdes dignos de viveres na Terra que o Senhor, teu Deus, te dará.
Lembra-te de que a dívida para com teus pais terrestres é sempre insolvável devido a sua sublime natureza.
Não Matareis.
Responsabilizar-te-ás pelas vidas que deliberadamente extinguires.
Não cometerás adultério.
Foge de obscurecer ou conturbar o sentimento alheio, porque o cálculo delituoso emite ondas de força desorientadas que se voltarão contra ti mesmo.
Não roubareis.
Evita a apropriação indébita para que não agraves as tuas próprias dívidas.
Não prestareis falso testemunho contra o teu próximo.
Afaste de teus lábios toda a palavra dolosa a fim de que não se transforme, um dia, em tropeço para os teus pés.
Não desejareis a mulher do teu próximo.
Não desejareis quaisquer coisas pertencentes ao teu próximo.
Acautela-te contra o desejo descabido, a inveja e o ciúme, aprendendo a conquistar a alegria e a tranquilidade, ao preço do próprio esforço, porque os teus pensamentos te precedem os passos, plasmando-te, hoje, o caminho de amanhã.
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