Compilação baseada, de modo resumido no Cap. – Começa a Luta, Livro: São Francisco de Assis – Miramez e João Nunes Maia, Editora Espírita Cristã Fonte Viva, 1985.
Tema Principal – Os Apóstolos
I – Introdução
O Espírito de João Evangelista, reencarnou na cidade de Assis, Itália, no Século 12, para reformular, pelo exemplo e dedicação ao Evangelho do Divino Mestre Jesus, a Igreja Católica Romana que se encontrava nas Trevas e afastada do povo, não somente pelos exemplos negativos, abusos e deturpações de todos os tipos por parte da maioria de seus sacerdotes em seus diferentes níveis, como também pelas Cruzadas e pelo começo da Inquisição.
João Evangelhista reencarnou como São Francisco de Assis, sendo este último também conhecido como o Povorello → Do Livro “Crônicas de Além-Túmulo”, Cap.15- A Ordem do Mestre, Humberto de Campos e Chico Xavier, FEB, 1937, Jesus define que João Evangelista continuará ainda na Terra como o Coordenador Geral da Implantação da Doutrina Espírita → Ismael, filho de Abraão, Patriarca do Povo Hebreu, é o Coordenador da Implantação da Doutrina Espírita no Brasil (Livro “Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”) → O Vidente de Patmos não trazia o estigma da decrepitude como nos seus últimos dias na Terra. Na sua fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no princípio do seu apostolado nas margens do Lago de Cafarnaum
II- Comunicações de Jesus para São Francisco de Assis
II.1 – Comunicação I
Francisco!… Temer é cortar a comunicação com quem quer te ajudar. Duvidar é fazer crescer dentro de si os obstáculos. Sentir-se ofendido pela incompreensão dos outros, é sinal que não aprendeste a perdoar. Julgar os erros dos outros somente por julgar, é atestado de que o amor não se fez presente no teu coração. Eu sou aquele que haveria de voltar!… E volto quantas vezes forem necessárias, aos corações dos homens de boa vontade, desde quando abram as portas para que eu possa me fazer presente e dizer novamente: a Paz seja convosco!… Sê dócil, meu filho, aos teus irmãos!…
Ajuda-os sem os violentar, e compreende, sem exagero, que o trabalho é demorado. Quantos milênios gastaste para principiar a sentir o bem, alimento do espírito? A ignorância pressionada toma-se prepotência desenfreada, e a falta maior será de quem se fez mestre, sem tolerância para ensinar. Eu ainda continuo crucificado no mundo.
Tira-me da cruz! O prazer dos homens é me ver sofrendo; já é tempo de mudança, e o começo é teu. Faze-te instrumento dessa paz, no seio dos homens.
A Igreja precisa do teu trabalho, da tua vivência e do teu sacrifício, não para reformá-la de uma só vez, mas para fazê-los com continuados exemplos e a ajuda de milhares de trabalhadores. Eis que estás no mundo para essa batalha, que, de certo modo, tem um preço muito alto. Deves empenhar a vida na construção de uma vida nova e não deves carregar nos teus alforjes, nem prata nem ouro. Não porque a prata e o ouro, em si, possam fazer-te algum mal; mas porque, se dermos apoio em demasia à riqueza, à ignorância que avassala o mundo, que incentiva o fortalecimento da usura, ao egoísmo e a vaidade, os Homens bem aquinhoados que já desprezam os Pobres e os escravizam, tomar-se-ão piores, pelos exemplos que já tivemos, do sofrimento das grandes almas que eles respeitam, ainda que as persigam.
Terás de exemplificar a humildade e a obediência, e o teu amor deve chegar às culminâncias. Deverás fazer um enxerto divino na grande árvore humana, já bastante carcomida pela iniquidade e pela prepotência. Meu nome é lembrado nas festividades dos santos famosos e falado com eloquência nas pompas e exéquias papais; é escrito nos lugares de maior destaque e por vezes, nas bandeiras de guerra… O teu labor será diferente e mesmo que encontres dificuldades, deves mostrar os conceitos doutrinários do cristianismo, em toda a pureza de seu Surgimento e em todo o fulgor da sua essência, sem preocupar-te exageradamente com quem está ouvindo, seguindo e vivendo.
O trabalho é realizado em sequência, pois essa é a lei natural de todas as coisas. Confia e espera.
Tem como dogma a fé, como espada, o amor e como clima, a caridade; como alegria, a servidão, como casa, o império terreno e como escola, a natureza; como alimento, também a palavra de Deus, como luz, também o entendimento e a rua guerra será estabelecer a paz.
Francisco!… Não deves, em tempo algum, esquecer o perdão: não deves temer as ingratidões, a pobreza, nem tampouco a dor, pois esses meios são forças de Deus, para desatar a luz nos corações dos meus discípulos. Aceita a humanidade como ela é, cooperando com ela em algumas mudanças. Faze-te qual o sol e a chuva, que não procuram saber a quem estão favorecendo, no vasto campo de benefícios. Recebe todo o rebanho da Terra como irmãos, pois são todos filhos de Deus, com os mesmos direitos de viver e de trabalhar, em busca da felicidade.
Os desígnios de Deus devem ser respeitados por todos. Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo, mas o respeito aos teus pais da Terra não deve ser esquecido. Podes fazer muito, se interpretares fielmente o chamado de Deus. Estarei ao teu lado, se abrires o teu coração para que eu possa te falar claramente.
Até breve.
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