Achava-se o Mestre em casa de Pedro, contudo, em localidades diversas, em derredor do grande lago, propalava-se-lhe a Boa Nova. Comentavam-se-lhe as preleções qual se fora ele um príncipe desconhecido, chamado à restauração nacionalista.
Se aparecia em público, era apontado como revolucionário em vias de levantar a bandeira de antigas reivindicações e, quando no santuário doméstico, recebia visitas corteses e indagadoras. Não surgiam, no entanto, tão somente os que vinham consultá-lo acerca de princípios libertários, mas também os que, inflados de superioridade, vinham discutir os problemas da fé.
Foi assim que o Escriba Datan se acercou familiarmente dele, sobraçando rolos volumosos e guardando ares de mistério na palavra sigilosa e malevolente.
Fez solene preliminar, explicando os motivos de sua vinda. Estudara muitíssimo. Conhecia o drama de Israel, desde os primórdios. Possuía velhos escritos, referentes às perseguições mais remotas. Arquivara, cuidadoso, preciosas tradições ocultas que relatavam os sofrimentos da raça na Assíria e no Egito.
Encontrava-se em ligação com vários remanescentes de Sacerdotes Hebreus de outros séculos. Discutia, douto e perspicaz, sobre o passado de Moisés e Aarão, na pátria dos Faraós, e recolhera conhecimentos novos, com respeito à Terra da Promissão.
Em virtude da inteligência inata com que sabia tratar os problemas do revelacionismo, declarava-se disposto a colaborar no restabelecimento da verdade. Pretendia contribuir, não só com o verbo inflamado, mas também com a bolsa no banimento sumário de todos os exploradores do Templo.
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